Quarta feira (08), levantei com a bateria à mil por hora!
Começamos a arrumar as coisas para subir a Plaza Francia. Este caminho é feito em 5 horas, e volta-se em 2 horas e meia. Pra mim ele é amaldiçoado, porque eu passei muito mal na ultima vez que estive aqui.
Subi em 4 horas, e achei que era o Rei da cocada preta...
Voltei sozinho, me arrastando por longas d-e-z horas, com embaralho mental, vomito e diarréia constante! No melhor estilo "Survivor" da Discovery Chanel.
Era um encontro com memórias desagradáveis.
Dessa vez, tomamos café e dei comida na boca do Onofre, um passarinho safado que vinha comer na minha mão!
Arrumamos somente o necessário: GPS, camera, oximetro, 3 litros de água e lanche. Tudo na mochila de 10 litros da Quechua - perfeita para este tipo de ataque - mais a lanterna e casado corta vento impermeável. Partimos...
Sem pressa, como sempre, saímos mais tarde que os outros. Passei no consultório médico, e a Dra. Yemina nos aconselhou a subir apenas 4.000 metros, devido meu histórico. Aproveitei pra checar meu oximetro com o dela, e o nosso é mais sensível... E mais crítico.
Eu me sentia muito bem, e o Urso precisou segurar meu passo!
Fizemos os 4.000 metros em 3 horas, e voltamos em 2 horas e meia. Queria chegar logo por causa das lembranças, e o Urso precisou "mandar" eu diminuir várias vezes! O fato é que minha ansiedade estava aflorada, por causa do que o local representava.
Paramos por meia hora para comer, mas eu não comi nada, pois já não me sentia 100%.
Chegando, voltei ao consultório médico, e relatei à Yemina que sentia nausea e dores de cabeça, mas a oximetria estava em excelentes 90%. Ela sugeriu repouso e tomasse meus próprios medicamentos, para controlar os efeitos da subida, e recomendou tomar muito liquido.
Tomei os remédios... E vomitei tudo!
Fui pra barraca frustrado! Dormi o resto do dia.
No começo da noite, o Urso me acordou e disse que a Doutora achava melhor eu acordar e comer algo. Tentei levantar, mas quase desmaiei. Ela veio na barraca mais tarde, mas eu já estava melhor.
Me trouxeram uma sopa no cantil, e esqueceram de tirar o resto do suco que estava nele... Simplesmente horrível o gosto que ficou! Fora meu cheiro, que naquela hora já era mais horrível ainda!
Pensei: "Vou embora amanhã mesmo, e ir mergulhar na Ilha Bela".
Fizeram uma comitiva em volta da minha barraca. Todos preocupados.
Estavam o Urso, a Doutora, a Vanessa, dois guarda parque... Até a cozinheira estava lá preocupada. A Doutora dizia ao Urso que eu precisava sair da barraca... Se eu queria confetes, pronto! Fiquei famoso... De novo. Mas não por grandes feitos desta vez, e sim, por grandes asneiras.
Saí de uma vez, antes que juntasse mais gente.
Quando eu saí, todo mundo aplaudiu, com gritos de "Eeeeeeeeeeeh!".
Quase morri de vergonha, e o mala do Urso ainda queria bater foto disso.
Consegui tomar dois pratos de sopa mais tarde, e fomos dormir.
No dia seguinte, tiramos o dia só para descansar...
Olá... Postei, além das imagens, alguns pensamentos e registros de última viagem ... Espero que gostem e para aqueles que pretendem fazer o mesmo roteiro, estarei à disposição para esclarecer qualquer dúvida. Pratique a tolerância...aceite as diferenças...conviva com a diversidade...você só tem a ganhar, afinal: "- Se vc. encontrasse com vc. mesmo... será que vcs. se dariam bem...? Pense nisso... Abraços Sagui ( o símio tolerante...)
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