sábado, 18 de dezembro de 2010

"Sábado,11 de Dezembro"


Sábado, 11 de dezembro...

1. Capítulo - “ O Encontro de Mulas ”
2. Capítulo - “ Altitude e Atitude ”
3. Capítulo - “ O Vento – Companheiro inseparável...”

1. Capítulo - “ O Encontro de Mulas ” 

Acordei com o ombro latejando...até que dormi razoavelmente bem...afinal, tinha sido a melhor noite de sono até aqui...só acordei umas 4 vezes...
Saí da barraca e vi que o crânio da Mula morta que alguém tinha pendurado na parede do refúgio, continuava rindo...minha cabeça não resistiu aos pensamentos divagadores...na hora me veio a ligação, a metáfora...eu pensei...
Somos todos um bando de Hienas mesmo...o resto do esqueleto dela, largado sobre o leito seco do rio e ela ali...rindo ...alheia a toda os problemas que tinha... senti uma proximidade linear com ela... foi uma coisa fantástica... sua situação me lembrava a hostilidade do deserto e o alto custo cobrado das espécies que por alí tentam sobreviver...estávamos entrando numa zona difícil...numa zona morta...num portal onde tudo é adaptação para apenas sobreviver...todo trabalho que diariamente você faz...não é como na vida urbana que visa o ganho financeiro...para então suprir suas necessidades básicas e depois as suas necessidades úteis, para depois ir para as voluptuárias...
Aqui... o que importa é trabalhar apenas pela sua própria sobrevivência...ainda mais porque estávamos agora em uma situação que eu chamo de risco controlado...
Não podíamos ficar onde estávamos, pois só tínhamos água para meio dia...e estávamos no meio do caminho do que liga "o nada"... até o "coisa nenhuma"...
Só tem um jeito...levantar acampamento e seguir com a viagem...certo?
Prá baixo ou para cima...?
Até aqui... todo o esforço de aclimatação... para desistir ... e sem nem sequer conseguir bater nossos próprios recordes de altitudes pessoais...?
Nessa hora bate a vontade de ser um normal... outra vez... 
A tentação para voltar ao conforto é grande...me veio na cabeça o almoço que eu, o Therson, Carlão e Soninha...companheiros de trabalho, tivemos numa sexta feira que comemos uma Paleta de Cordeiro...e eu fiquei pensando se o gosto da paleta da mula morta... seria parecido...comecei a achar que o deserto nos deixa meio malucos...e vi que algumas coisas simples como:

Tomar uma coca...
Conversar com amigos no trabalho...
Beijar sua filha...sua esposa...sua mãe...seus cachorros...

Tudo isso passa a ser algo inacessível...dependendo de onde estiver...

Olhei para a cabeça da mula e comecei a sentir pena dela...seu corpo de um lado...sua cabeça pendurada na parede do refúgio...senti raiva da raça humana...um animal que trabalhou tanto para ajudar homens como eu...que vão até a montanha em busca de significados...e nem um enterro digno ela teve...seu corpo nem sequer aproveitado...seco e esfarelando como uma múmia no deserto...mutilado...então comecei a achar que sua cabeça exercia uma função...era um sinal...uma placa...era um aviso de que não podemos permanecer ali...sua morte será certa...fiquei feliz de ver que a pobre Mula Múmia...tinha função...serventia...era útil...mesmo morta...coitada...trabalhando mesmo depois de morta?

Veio então em meu pensamento que todos...que nós todos...nós somos todos ... mulas...não passamos de mulas...somos mulas de deserto mesmo...e não importa o que façamos de diferente nessa vida...acabamos sempre iguais na morte...e incrível...todo mundo que está morto...acaba morto...um portal que todos temem atravessar...e por que simplesmente não se atravessa, não se trilha esse caminho com mais tranquilidade? Como nas filosofias orientais...? Como ocorre com aqueles que acreditam numa filosofia religiosa...? Ora...morrer faz parte da vida...é o ponto alto...o máximo da vida...já estava surtando...quando parei de divagar meus pensamentos, pois estávamos recebendo a companhia de um visitante...

2. Capítulo - “ Altitude e Atitude ”

O visitante vinha de Praça de Mulas, praticamente sem carga e era um guia de montanhas...logo um cara experiente...desceu em 1 hora...até ali...perguntou se tínhamos passado a noite no refúgio e quis saber se estávamos bem...
Falei que tudo estava em ordem...mas ele estava agitado dizendo que lá prá cima as condições estavam terríveis e que só queria encontrar sua filha de 2 anos...abraçar e beijá-la...disse que até o momento só 4 pessoas fizeram o cume...e que tem ventos de mais de 100km/h... de até 150 km/h...
Entendi que esse cara tinha visto a morte de perto...e estava perturbado...ele era meio gordinho e baixinho...uma figura fácil de se simpatizar...perguntei se ele estava bem...notei que sua água estava congelada...e que ele não conseguia beber...perguntei se ele tinha bebido algo...ele respondeu que não...imediatamente peguei uma de minhas garrafas de 1 litro de água e dei para que ele se servisse á vontade...passei com uma canequinha que sempre carrego comigo...ele bebeu avidamente e agradeceu...falei que podia beber mais...que podia beber à vontade...ele sorriu agradecido e respondeu que não precisava...que logo a sua estaria descongelada e que poderia tomar ela novamente... e que eu precisaria muito mais da minha, logo mais a frente...a coisa estava feia...
Eu insisti para que tomasse pelo menos mais uma caneca...ele tomou...
Agradeceu muito e se despediu...falou de novo que tinha que chegar logo...sua “Ninha” de 2 anos estava esperando...(repetiu) e desceu num ritmo bem forte e alucinado...
Eu senti uma pontinha de inveja...mas a empatia era muito maior...muito mais forte...eu sabia do risco de desidratação que eu correria, mas eu poderia dar toda a minha água para que ele conseguisse alcançar o seu objetivo, pois eu sabia que ele iria abraçar a filha dele naquela noite... e pelo menos um de nós ia...me senti mais forte para prosseguir... e pensei...o deserto pode nos despertar o pior e o melhor de nossos sentimentos...saibam que precisamos de pelo menos 2 litros a mais para não desidratar, logo além dos dois litros normais, mais 2...isso se você ficar parado...como nos movimentamos muito, logo sua necessidade para não desidratar é de 6 ou 7 litros.
Bem...naquele momento eu tinha 3 litros para prosseguir e tentar alcançar Praça de Mulas...Tinha partido com 6,5 litros no dia anterior, sendo que antes de sair tinha tomado 2 litros, então não era uma situação irresponsável, como disse, era um risco controlado.

A Praça estava a 9.1 km de distância ou 4 horas para percorrer em “condições normais” e com um desnível de mais ou menos 3.800 metros para 4.370 metros o que vale dizer que tinha uma ascensão vertical de 500 e poucos metros pela frente...entendeu?
Tem um detalhe...ventava muito...40 km/h. 50 km/h. com rajadas de 70 à 90 km/h. e totalmente contrário a nossa direção...e estávamos com mais de 20 quilos nas mochilas...e como dito...maldita hora que resolvi testar a mochila nova...que ao invés de ajustar corretamente o peso na cintura, ela insistia em sobrecarregar meu ombro não obstante as inúteis tentativas de ajustes...
Mais três visitantes vinham subindo... dois eram americanos e o outro era um holandês que o Bernard já tinha ficado amigo em Confluência...o cara era sargento das forças armadas holandesas...O Tom...e tem apenas 20 anos...no correto estilo auto-suficiente ele porteava todo o seu equipamento e mantimentos, num sobe e desce constante.
Os americanos eram Pai e Filho, muito simpáticos e agradáveis, conversamos e trocamos alguns doces...
Eles partiram e subiam mais rápido do que nós...afinal eles eram montanhistas de um nível muito superior ao nosso, o que tornava qualquer tentativa de nossa parte em acompanhá-los, uma tarefa praticamente impossível.
Assim mesmo, nós subimos em 6 horas, eles chegaram uns 40 minutos na nossa frente, tendo em vista que foi possível avistá-los na aproximação final da Cuesta Brava.
Minha mochila continuava insuportável e o Urso solidário, como sempre, tratou de pegar um litro dela... e o meu passo continuava complicado, já estávamos rondando os 4.000 metros e eu sofro muito com o efeito da altitude, algumas pessoas são mais sensíveis e levam mais tempo para a adaptação e são obrigadas a subir mais devagar. 
No meu caso, a única vantagem é que também melhoro absurdamente quando começo a descer... é muito rápido a mudança. Não tem o que fazer... sou obrigado a ver em algumas situações, uma senhora de 50 anos (claro que em forma...) conseguindo evoluir melhor do que eu...a montanha lhe dá lições o tempo todo...de humildade, de coragem, de sabedoria, de empatia, de paciência, de empatia, de estratégia, de metodologia, de disciplina e principalmente de que tudo tem limite...e você não pode chegar na linha dele...tem sempre que estar antevendo onde ele está, para não se aproximar...você aprende várias coisas praticando montanhismo...com experiências trocadas com pessoas de todo mundo...e de vários lugares do mundo...e é por isso que eu sempre digo para as pessoas que chegam perguntando...as vezes em tom de gozação qual é a graça de subir uma montanha...de gastar uma baita grana...de arriscar a vida, de passar frio e desconforto...que eu sou louco...não tenho juízo, tenho filho para criar...
Bem... perigo por perigo, eu sempre digo que em primeiro lugar tenho muito mais medo de ir num estádio de futebol, para assistir a um clássico...é uma exposição a um elevado grau de risco, do qual não tenho nenhum controle sobre as causas e os efeitos do potencial de dano...
Digo que, se a graça fosse só chegar lá em cima...no topo, no cume... eu poderia contratar um helicóptero para me levar...lembro que já passei de avião por cima do cume do Aconcágua...portanto, já vi a vista de lá de cima...já estive mais alto do que o cume...mas nada feito pelas minhas próprias pernas...eu lembro ainda, que poderia contratar uma empresa que faz tudo para mim, com guia e serviço especializado, com logística, os caras praticamente te arrastam e te colocam no cume...vc. só se preocupa em andar, mais nada...mas só cumpre ordens do guia...não é para mim...isso tira o melhor de tudo...digo sempre que o melhor não é o “stress” que deixo por lá...lembro que o melhor é o que trago comigo...e isso ninguém consegue me tirar...sempre trago a experiência e a vivência da montanha, o companheirismo, a importância do outro ser na sua vida, a importância do seu ser na vida das outros, a união entre as pessoas de diversas origens e pátrias. O que eu vivo na montanha, trata-se da maior inserção possível, da mais alta dose de mim mesmo em confronto com pessoas das mais diversas nacionalidades...lá eu sou eu mesmo...tento me despir das cascas sociais que foram colocadas, camada por camada, igualzinho a uma cebola...lá ninguém me adora porque eu sou brasileiro... lá ninguém me odeia porque sou brasileiro...as pessoas te avaliam pelas suas atitudes, pela sua ética...pela sua gentileza, pelo seu humor, pela sua simpatia...lá não tem rico e não tem pobre...tem atitudes ricas...tem atitudes pobres...tomo sempre cuidado, para não tentar aparentar algo que não sou...tomo sempre cuidado para não perder minha espontaneidade...procuro sempre ter atitudes que teria prazer em contar para minha filha...e me esforço ao máximo para não ceder à tentação de fazer algo que eu viesse a ter vergonha de contar para a minha filhota. 
Tento sempre estar atento para ser útil, tento estar sempre humilde para aceitar ajuda, caso necessite. 
Penso que a altitude que irei alcançar, está relacionada com as atitudes que terei perante as dificuldades...e gosto de enfrentá-las pelos meus próprios conhecimentos e aprendizagens. Estar numa certa altitude, reflete o teu grau de capacitação na montanha. Reflete o teu limite. Desde que vc. esteja bem, desde que esteja adaptado e auto-suficiente, sem depender dos outros.
Bem, o que quero dizer...é que : " não é que o cume não tem graça"... mas lá em cima dependendo do dia, não dá para ver nada e vc. fica só uns 10 minutos... Estivemos em 2008 no cume dos 3.600 metros do Agulhe de Tour na França, liderados por um guia contratado para nos dar aulas de escalada em gelo. O tempo estava fechado...não deu para ver outra coisa que não fosse o chão ou a própria cara do companheiro... não que eu esteja dizendo que não foi ótimo...progredimos em grupo, um atrelado ao outro... claro que a sensação de chegar lá em cima foi ótima...claro que sim...o cume é um simbolo de retorno do seu esforço...um gol...um objetivo... uma marca do retorno do seu esforço...mas ele por ele...não tem nada...não tem graça... a melhor parte de tudo é ter a percepção do que isto representa...é tudo o que vc. vivencia para chegar lá ...o aprendizado...as vezes não chega...as vezes chega...sinceramente a troca de relações humanas é o que mais me interessa...sua interação aproxima...
O cume é um reflexo da tua capacidade para chegar lá... A mente aberta e a sensibilidade elevada te deixa em um estado de absorção que pode te tornar uma pessoa muito melhor...Você pode trazer isso para a sua casa...e para as pessoas que você gosta...
Muitas pessoas no mundo, já morreram em montanhas por querer chegar ao cume de qualquer jeito...a qualquer preço...apenas por chegar...é a chamada “Febre do Cume”. Ela te cega...e te mata...e você aumenta a estatística de mortes em Montanhismo...


3. Capítulo - “ O Vento – Companheiro inseparável...”

 Quando eu e o Urso estávamos com duas horas de caminhada, ele tirou a barraca das minhas costas, com pena do meu calvário...e meia hora depois eu peguei de volta o litro de água, para então acharmos o passo equilibrado dos dois. Afinal, nessa situação tínhamos que evoluir juntos e estávamos progredindo...tínhamos que levar em conta também o efeito da altitude, que sempre ronda o passo e isto é o que mais me preocupa e me incomoda...
A Cuesta Brava, em sua base, tem por volta de 4.000 metros, perto da casinha em ruína que tem lá na base...
Lá em cima, tem 4.265 metros e é uma excelente porta de entrada de boas vindas ao mundo dos 4.000 metros de montanha. Ficamos em um zig-zag fantástico até alcançar seu topo.
Quando cheguei na curva do seu ponto máximo, chequei o GPS...e foi ai que notei que o Urso, alguns metros abaixo, estava prestes a bater seu record pessoal de altitude. Era 4.255 metros, conquistados na Europa, no monte Malditi quando tentamos subir o Mont Blanc derrotados pelo vento...Logo peguei a câmera e filmei o Ursão batendo seu record pessoal de altitude...
Podem até achar que é viadagem...para mim, isso é sensibilidade...
O lance foi bonito...foi emocionante...eu estava feliz porque íamos chegar em alguns minutos em Plaza de Mulas e eu poderia avisar os familiares que estávamos bem...afinal era um sábado e ninguém sabia da gente desde segunda-feira...quando comecei a gravar o vídeo e fiz uma declaração apaixonada principalmente para as três grandes mulheres da minha vida...em ordem cronológica...Mamãe, Esposinha e Filhotinha...me emocionei...é impossível não sentir nada...se não sentir...não vá...não valerá a pena para você...realmente...não é para todos...
Quando chegamos, parecíamos dois palitos de sorvete congelados e molhados. Exaustos e expostos ao frio. Já que caía um pouquinho de neve...o Doutor nos recebeu perguntando como estávamos e falei que tinha um pouco de dor de cabeça...ele me deu um paracetamol e ficou olhando o Bernard tremer de frio...mandou que nós fossemos trocar de roupa, colocar roupas secas, pois o Bernard precisava ficar mais confortável. De Urso para Pinguim...ele tremia bastante de frio...fomos até a barraca da Aymare com quem haviamos despachado o resto dos nossos equipamentos e mantimentos.
Tomamos chá e nos aquecemos... depois fomos para um “comedouro” que é um refeitório, onde aproveitamos para trocar de roupas, para poder parar de tremer.
Pedi para a chefe da Aymare,  se poderíamos dormir no comedouro por apenas aquela noite...pois o vento estava com rajadas de mais de 100 por hora...
Armar barraca nessas condições, com o cansaço que estávamos...somatória de dois dias seguidos pela exaustiva sequência de luta contra o vento... naquela subida insana...não era um pedido tão esdruxulo...afinal já estava de noite...e a resposta foi...?
No!
Sem mágoas ou ressentimentos...fomos armar a barraca no escuro e o amigo vento que nos acompanhava todo o tempo...queria ajudar e não saía de perto da gente nem para ir no banheiro...
Banheiro...? Eu disse banheiro?
Foi nesse exato momento que eu ouvi um forte barulho e vi o vento arrancar o banheiro que estava preso por cabos de aço e pedras... o banheiro foi arrancado do chão como se fosse feito de geléia... sem misericórdia … abaixo ao banheiro...rolou encosta abaixo...eu vi sua porta ser arrancada para o lado contrário e sua casinha rolar para o lado...foi lindo...a primeira coisa que pensei...espero que o último que tenha usado tenha baixado a tampa...e espero que já tenha saído de lá... a montanha nos deixa práticos...
Bom...nesse exato momento...tentávamos lutar para armar a nossa barraca...a luta era injusta...100 km/h contra dois...e exaustos...também não colocamos nossas mochilas dentro da barraca, pois elas estavam longe do local que queríamos armar, mais protegido do vento...(teoricamente)
Estávamos perdendo feio quando o Juan Paulo apareceu do nada para ajudar...era um porteador....um garoto...com alma de gente grande...
Mas não sabia como armar a barraca...então não progredíamos...quando estávamos quase conseguindo uma progressão entrou uma rajada que quase arrancou a barraca das nossas mãos ...eu ví ela dobrar de um jeito que pensei...quebrou...mas não quebrou....porém era questão de tempo se ficássemos naquela situação...e Juan Paulo dizia sem graça...”no sei que acer”...e eu pensei...o cara é legal...mas tá sendo um peso morto...peso morto???
Na hora me veio a idéia...

“- Juan... dientro...entra dientro de la carpa!!! De la tienda...”

Dalí para frente...a coisa andou...conseguimos terminar...e agora só faltava ir buscar os dois sacos de 30 quilos cada e as nossas mochilas. Agradeci o Juan e ele falou que para ajudar a firmar, ele tinha enchido o interior da barraca de pedras...claro que foi uma ótima iniciativa...só não sei dizer se o número foi assertivo...afinal...passei um baita tempo jogando pedra para fora da barraca, depois que nos instalamos...pois antes, eu fui buscar um dos sacos de 30 quilos...quando eu voltava, entrou uma rajada extraordinária...digna de filmes catastróficos...daqueles que a Vaca sai voando...nesse caso mulas...

Eu vinha correndo com um dos sacos de 30 k. e fui pego de jeito...foi como se uma parede tivesse batido no me corpo e me jogasse longe...entrou uma rajada fantástica e eu fui parar uns dois metros pro lado e esparramado no chão...sempre agarrado ao saco de 30 quilos...não sei dizer ao certo se me agarrava a ele com medo de que ele voasse, ou se o meu medo era de que eu ...é que ia voar...

Bem...o fato é que se o Juan não tivesse aparecido, não sei como teria sido o fim da luta com o vento...serei eternamente grato ao meu amigo Juan Paulo...

Tentamos dormir...mas o vento noturno, encostava o teto da barraca no meu nariz...o tempo todo...durante quase toda a noite...não preciso dizer como foi super relaxante nossa primeira noite em Plaza de Mulas...dormimos os três na barraca...o Sagui, o Urso e o nosso grande e inseparável...amigo Vento...

Sagui ( o símio amigo do Companheiro Vento...)


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